Seja surdo aos comentários negativos de outros

Seja surdo aos comentários negativos de outros

Os comentários negativos  teimam em dominar nossas vidas

Dentro das atividades que exerço no campo comportamental, tenho presenciado o quanto os comentários negativos ainda teimam em dominar as conversas, os programas de TV e as notícias de forma geral. Parece que o ser humano sente um prazer mórbido em comentar o mal, em criticar e condenar pessoas e situações à sua volta. A meu ver, esta é uma postura de pessoas pessimistas e inseguras, que só conseguem se sentir bem diante da infelicidade alheia, numa vã sensação de superioridade em relação aos outros.

Pessoas negativas geralmente caçoam das pessoas felizes, chamando-as de “bobo-alegres”. Triste isso, mas ainda é muito comum, principalmente nos países mais pobres, a valorização da pobreza e do sofrimento. Neste caso, só os infelizes ganham a atenção dos governos, das famílias e da sociedade, num círculo vicioso de infelicidade e miséria. Os bem-sucedidos, por mais generosos e fraternos que sejam, acabam discriminados por terem sucesso, e, nesse processo, vejo muita gente boicotando o próprio crescimento pessoal e profissional, com medo das acusações dos pessimistas.

Existe um exemplo bastante comentado que diz que, diante de um copo com metade de água, o pessimista vai dizer que o copo está meio vazio e o otimista vai dizer que o copo está meio cheio. A sabedoria popular diz que o pessimista acha que o vento geme; o otimista, que ele canta. E o pior é que, como diz X. Williams, “pessoas negativas são como erva daninha: tem em todo lugar.”

Vejo os pessimistas como aqueles caranguejos vivos, depois de pescados, que ficam no fundo de uma bacia, sem a necessidade de tampa. Sabe por que nenhum caranguejo escapa? Porque qualquer um deles que tentar rastejar para fora da bacia, imediatamente é puxado de volta pelos outros e não consegue sair.

Assim talvez você esteja vivendo a sua vida, hoje: buscando evoluir e aprender novas habilidades, enquanto muitos à sua volta, por insegurança ou por inveja, tentam dissuadi-lo dos seus objetivos. E se você estiver com problemas em sua autoestima, certamente se deixará influenciar  ou ser manipulado por opiniões alheias, acreditando mais nos julgamentos externos do que em si mesmo.

Esse tipo de insegurança, geralmente, provém de experiências negativas da infância, nas quais a criança, com o intuito de agradar e de ser aceita, passa a não ter suas próprias opiniões, adquirindo um comportamento facilmente influenciável e manipulável. Influenciar alguém pode ser algo positivo ou negativo, dependendo do contexto, mas manipular nunca é positivo. A manipulação sempre conduz a uma relação que gera benefício para um à custa do prejuízo do outro. Por isso, procure ter cuidado em seus relacionamentos e leituras, evitando influências negativas e manipulações em sua vida.

Ao absorver apenas boas influências, entre para a “corrente do bem” e exerça, também, uma influência benéfica na vida de outras pessoas, com palavras de otimismo nos momentos difíceis, atitudes de estímulo e entusiasmo – demonstrando confiança nas habilidades dos outros, ensinando a todos a se fortalecerem com os seus sofrimentos, escutando mais do que falando, etc.

Sendo a vida é uma eterna colheita daquilo que você semeia, evite usar sua energia pessoal para comentar o mal, estimular o medo ou espalhar a crítica cruel.

E, em relação aos pessimistas de plantão, lembre-se: Você não pode mudar ninguém, mas você pode e deve mudar a sua maneira de conviver com aqueles que não lhe fazem bem. Neste caso, seja surdo aos apelos negativos, e, dizendo mais “sim” para si mesmo, não permita que as negatividades alheias interfiram na sua felicidade.

Confie mais em seu potencial e permita-se ser cada dia mais feliz e bem-sucedido!

Antes de finalizar, deixo aqui uma interessante história, de autor desconhecido: “Um homem vendia cachorro-quente na beira de uma estrada para sustentar sua família. Ele não tinha rádio, televisão nem, tampouco, lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros-quentes, os quais divulgava colocando cartazes pela estrada e oferecendo seu produto em voz alta.

As vendas foram aumentando e cada vez mais ele melhorava o seu produto, usando o melhor pão e a melhor salsicha. Com o tempo, ele precisou de um fogão maior para atender à grande quantidade de fregueses.

O negócio prosperava… Seu cachorro-quente era o melhor de toda a região!

Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola para o filho, que cresceu e foi estudar Economia numa das melhores faculdades do país. Finalmente, já formado, o filho voltou para casa e, vendo que o pai continuava naquela vidinha de sempre, teve uma séria conversa com ele:

— Pai, o mundo está em crise… Você não acompanha os noticiários? A situação do nosso país é crítica… Está tudo indo de mal a pior!

Depois de ouvir tudo o que o filho tinha a dizer, o pai pensou: “Bem, se meu filho que estudou  Economia  e  é muito bem informado está dizendo isso, ele deve estar certo!”

Com medo da crise, o pai cortou despesas na produção do seu produto, passando a comprar ingredientes mais baratos e, naturalmente, sem a qualidade daqueles que usava até então. Também, por medo da crise, deixou de investir nos cartazes e, abatido com a situação, não tinha ânimo para oferecer seu produto em voz alta…

E a crise se instalou no seu negócio: as vendas foram caindo, caindo, até chegar a níveis insuportáveis. O negócio de cachorro-quente, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia, quebrou!

Triste, o pai disse ao filho:

— Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise…

E, orgulhoso, comentou com os amigos:

— Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar Economia! Ele me avisou da crise…”

———

Finalizando, lembre-se:  Se o seu trabalho se pautar pelo esforço, honestidade, entusiasmo e autoconfiança, tudo estará sempre bem em seu mundo! Em qualquer tempo e situação, procure perceber a crise como uma fonte permanente de oportunidades.

 P.S.: Você pode ouvir esta reflexão no Spotify, clicando aqui: https://open.spotify.com/episode/48Br3kBQnNI42drS2g2g6b

 Eliana Barbosa é psicoterapeuta, life coach, autora de vários livros no campo do autodesenvolvimento e ministra palestras e cursos transformacionais no Brasil e nos Estados Unidos.

www.elianabarbosa.com.br  

www.instagram.com/elianabarbosacoach

 

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